
A arte da revelação
A obra nunca é inteiramente fixa. Muda com a luz, o ponto de vista e a posição de quem a observa. A técnica apaga-se pouco a pouco, até restar apenas uma presença.
Vincent Lindon — Rodin
Keanu Reeves — A obra em movimento
O couro como linguagem
Na obra de OGC, o couro não é apenas um material. É uma linguagem. Escolher o couro do qual surgirá um rosto não é um artifício estilístico: é o fundamento da prática artística. Cada retrato nasce de um diálogo silencioso entre duas presenças: uma matéria que traz consigo a sua própria história e um olhar que o artista procura trazer de novo à luz. Cortadas, montadas e pacientemente colocadas sob tensão, as tiras de couro formam uma sintaxe visual em que cada fragmento possui o seu relevo, o seu grão e a sua relação com a luz. Nenhum elemento é intercambiável. Cada um sustenta o delicado equilíbrio do conjunto. A espessura das tiras de couro confere à imagem uma profundidade real e física. A luz encontra os relevos, escava as sombras e modifica a perceção conforme o ponto de vista. A obra vive num movimento contínuo entre abstração e figuração. O que primeiro parece uma montagem torna-se inconfundível. O retrato não parece fabricado: parece revelado. Este encontro entre couro, memória e visão confere à obra de OGC a sua força singular. Mais do que um retrato, cada criação desperta a sensação de uma presença viva, moldada tanto pela própria matéria como por quem a descobre.

Manifesto
As tiras de couro nada escondem.
São a imagem.


Obras concebidas para dialogar com a arquitetura, a hotelaria e os espaços de receção.
OGC
Artista contemporâneo
França
Mathis Gaillot
Agente — Comunicação & Desenvolvimento
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